A criança deixa claro suas necessidades e vontades, e sempre há uma mãe/pai, tia/tio, vó/vô que a satisfaça. Ela não tem vergonha de pedir. Na adolescência, as necessidades se tornam urgentes, emergenciais, explosivas e improrrogáveis: conquistar o mundo! Nos primeiros anos de casamento, a grande decepção: atender à necessidade do marido – ainda e apesar de tudo – passa a ser prioridade (feministas, admitam: ou não casem, ou lidem com o machismo que ainda existe!). Mas tudo bem, afinal, se você é do tipo romântica ou preza pela estabilidade – deliciosa – da família, você vai abrir mão e o saldo aparentemente vai valer a pena.Mas, com a chegada dos filhos, definitivamente, sua lista de desejos – aquela, de conquistar o mundo! - vai direto para o final da fila. Depois de alguns anos, você acaba esquecendo-se dela – e o seu eu vai reclamar. Nessa altura do campeonato, você já deve estar passando dos trinta anos e já deve estar percebendo que a sua listinha ainda existe sim – desfalcada, amarelada, meio sem jeito – e que é hora de retomá-la. Pois muito bem: você está pronta para o Clube 30+. Não importa se a sua lista tem mil, dez ou apenas um grande desejo soterrado no abismo profundo da rotina, do tempo para o marido, filhos, reunião da escola, almoço e tábua de passar roupa: é hora de resgatá-la!
Suas necessidades especiais – chamei de especiais porque é quase crime mãe, filha, mulher e profissional ter necessidades – podem ser pequenas, tímidas, ousadas ou até ridículas. Mas você tem o direito de vivenciá-las, porque a necessidade é sua e isso e essa vivência fará parte do seu espírito em particular. Será uma experiência só sua, que ninguém tem que saber, caso você decida pelo silêncio.Ou você pode cantar aos quatro ventos, se ninguém for se ferir. Mas tem que ser vivida. Você merece dar esse presente a si mesma. Um presente para a SUA alma.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
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Um comentário:
Adorei seu blog, amiga. Muita saudade de filosofar sobre essas coisas com você. Lembra dos nossos papos no Camélias, depois do trabalho? Era bom ter uma vizinha-amiga-confidente como você. Beijos!
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